Não Confunda Evitar Conflitos com Maturidade

É muito importante se atentar a um “pequeno” detalhe que faz toda a diferença: sua postura, seu posicionamento diante do que você mesmo está fazendo.

Sei que depois de tanto tempo sofrendo com isso, fica marcada a sensação de que a dor é mais forte que você, que ela te domina e você não consegue controlar. Porque, de fato, é o que tem acontecido. OK. Mas diante disso, você pode optar por 2 posicionamentos:

1 – você já logo cede, porque sempre foi assim, já se vê como impotente, incapaz, derrotado, fraco e se entrega a essas dores que vêm;

2 – ou você se colocar na postura ativa de quem tem consciência de que está fazendo os movimentos para melhorar, então mesmo que de início as dores ainda não estejam 100% eliminadas (porque toda cura é gradativa), procurar se colocar diante disso de forma diferente. “Poxa, ainda tá doendo, mas eu já estou trabalhando nisso, então o que tem de diferente agora? Algo tem. O que eu ainda preciso enxergar que não vi? Já consigo detectar algum ponto positivo, mesmo que sutil, nisso tudo? Eu estou mesmo fraco ou consigo arriscar agir diferente agora? Que tal tentar?” – Precisa buscar isso, questionar. Sair do lugar de passividade, de vitimismo. Se levanta, mesmo com dor ainda, mas tenta mudar aos poucos a perspectiva. Isso ajudará muito mais nesse processo do que de outro modo.

A partir do momento que você se coloca para se tratar, para trabalhar seus problemas, seja coerente com isso. Se coloque como tal!
O que não faz sentido é você começar a agir, se tratar e continuar, no dia-a-dia, se considerando ainda mal, achando que nada está mudando, nem sequer se esforçar pra procurar/observar as melhorias, até se esquecendo de que está em tratamento, agindo como se nada estivesse sendo feito. A gente trata no consultório, mas a mudança de atitude precisa acontecer fora dele, para que ambos os lados, caminhando em paralelo, se sustentem/consolide a transformação.

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